RIO 2016 TAEKWONDO : Inovações na milenar arte marcial

Foto: Divulgação

O nascimento do taekwondo ocorreu há mais de 2 mil anos, quando o rei Ching Heung formou sua tropa de elite na arte dos combates livres, criando o grupo Hwa Rang Doa, espécie de samurais. O nome taekwondo só passou a ser adotado na metade da década de 1950, quando o general Choi Hong-hi uniu diferentes artes marciais sob uma única luta, batizando de taekwondo.

A luta passou a ser esporte apenas na início dos anos 1960, quando foi disputado o primeiro campeonato na Coreia.

Depois de participar como esporte de exibição em Seul-1988 e Barcelona-1992, o taekwondo passou a integrar o programa olímpico nos Jogos de Sidney, em 2000.

Tecnologia

Antes de Londres-2012, a pontuação dos combates era feita apenas pela avaliação dos árbitros, que atribuíam pontos de acordo com os golpes que testemunhavam, porém isso causava constantes reclamações de atletas e técnicos. Para evitar que o esporte corresse o risco de ser retirado das Olimpíadas, a Federação Internacional de Taekwondo iniciou uma série de inovações que renovariam o taekwondo.

A tecnologia foi integrada, e os atletas usam meias magnetizadas e sensores de impacto nos coletes. Na Rio-2016, os sensores também estarão nos protetores de cabeça. "As novas tecnologias deram transparência ao esporte", afirmou Phillippe Bouedo, delegado-técnico da Federação Mundial de Taekwondo.

Outro recurso tecnológico incluído é a possibilidade de solicitar o vídeo replay durante os embates, recurso que permite a análise do golpe sempre que houver dúvida dentro do tatame.

Brasil tem um bronze

Em Atenas-2004, o Brasil chegou a disputar o bronze em duas categorias, com Diogo Silva (até 68 kg) e Natália Falavigna (acima de 67 kg), mas ambos foram derrotados. Na edição seguinte dos Jogos Olímpicos, em Pequim-2008, Falavigna voltou a disputar o bronze e dessa vez conquistou a primeira medalha para o Brasil na modalidade.

Na Rio-2016, o Brasil estará representado por quatro atletas: Venilton Teixeira (até 58 kg), Maicon Andrade (acima de 80 kg), Julia Vasconcelos (até 57 kg) e Iris Tang Sing (até 49 kg), medalha de bronze no Mundial de ano passado, na Rússia.



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