A fraude do azeite – O azeite que você compra pode ser falso

Cerca de 70% do azeite extravirgem vendidos em todo mundo são diluídos com outros óleos tornando-os uma grande fraude mundial. 

Isso é o que afirma o jornalista americano Tom Mueller, autor do livro Extra Virginity: The Sublime and Scandalous World of Olive Oil (Extra Virgem: O Sublime e Escandaloso Mundo do Azeite, em inglês).

No livro (ainda sem edição brasileira), Mueller mostra como a indústria bilionária do azeite falsifica os produtos. De acordo com o jornalista, o lucro com a adulteração do azeite pode ser comparada ao tráfico da cocaína.

O seu azeite pode ser falso

Conforme o Conselho Internacional da Oliva, que supervisiona o mercado mundial de azeite, o Brasil foi o país que teve a segunda maior taxa de importação de azeite em 2011, perdendo só para Rússia.

Segundo Nelson Sakazaki, diretor técnico da Associação Brasileira dos Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira, 20% do azeite vendido no Brasil sofreu algum tipo de adulteração.

E a fraude não permanece somente nos produtos. “Em muitos restaurantes, os proprietários misturam outras óleos diretamente na lata de azeite extravirgem e o consumidor, desavisado, não percebe”, diz Sakazaki para a revista Veja.

Como reconhecer um genuíno azeite extravirgem?

É difícil afirmar se a marca de azeite que você está comprando é realmente extravirgem. Porém, existe uma dica que pode lhe dizer se o seu produto é real ou falso.

O azeite extravirgem solidifica quando está frio. Para realizar o teste, basta colocar um pouco de azeite dentro de um recipiente de vidro, e mantê-lo dentro do refrigerador por um prazo de 48 horas. Ao abrir a geladeira verifique se o azeite está turvo ou endureceu. Qualquer óleo que não engrossar na geladeira, não é puro – simples assim.

O ponto de fusão (transformação de líquido para sólido) do azeite acontece na temperatura de 13-14° C, ou seja, com o abaixamento da temperatura o azeite deverá solidificar, e apresentar-se na forma pastosa.

Por fim, só nos resta confiar nos órgãos de fiscalização e no respeito das empresas com o consumidor.

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