Empresa chinesa reconstruirá estação brasileira na Antártica

Ceiec Corporation venceu a licitação com proposta de US$ 99,6 millhões

Obras estão previstas para o final deste ano, segundo o Ministério da Defesa
Foto: Reprodução / Marinha do Brasil

Após ser atingida por um incêndio em 2012, a estação brasileira na Antártica deve ser reconstruída por uma empresa chinesa. A Ceiec Corporation venceu a licitação internacional com a proposta de US$ 99.662.426,45, considerada a de menor preço e mais vantajosa, de acordo com publicação realizada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

A Marinha já havia lançado uma licitação apenas com empresas brasileiras, que terminou sem interessados em fevereiro de 2014. Na última licitação, empresas concorrentes recorreram, adiando o encerramento dos trâmites legais. A previsão é de que as obras da nova estação Comandante Ferraz comecem no final deste ano, de acordo com informações do Ministério da Defesa.

A nova estação será construída no mesmo local ocupado pela anterior, com capacidade para abrigar até 64 pessoas, segundo a Marinha. A edificação principal terá uma área total em torno de 4,5 mil m², com 19 laboratórios.

Com relação segurança, especialmente quanto à ocorrência de um novo incêndio, o princípio básico adotado foi o setorização e o isolamento de riscos, bem como a criação de barreiras corta-fogo e adoção de sistemas de combate e extinção do fogo.

Todos os estudos referentes aos impactos ambientais para a construção da Estação foram realizados e aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente. Além disso, foram consentidos todos os projetos científicos que seguiram o Protocolo de Proteção Ambiental da Antártica e que deverão orientar a reconstrução da estação.

A base brasileira teve cerca de 70% de suas instalações destruídas pelo incêndio, que teve início na praça de máquinas da unidade, onde funcionavam os geradores de energia elétrica da estação. O suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos morreram no combate às chamas. Outro militar ficou ferido, o primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros.

Apesar da destruição, alguns pontos da base permaneceram intactos, como os laboratórios de estudo da alta atmosfera e de química e de meteorologia, os módulos isolados para emergência, que servem para refúgio, e os dois módulos de captação de água doce. Também foram poupados os tanques de combustíveis, o heliponto e a estação-rádio de emergência.



Fonte: ZH

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