Cirque du Soleil é vendido para investidores americanos e chineses

Fundador Guy Laliberté ficará com participação de 10%, mas deve permanecer à frente da direção estratégica e artística do grupo de entretenimento canadense

Valor do negócio não foi divulgado, mas estimativas indicam que grupo de espetáculos circenses vale cerca de US$ 1,5 bi Foto: CARL COURT / AFP

Um consórcio liderado pela empresa de investimentos americana TPG e a chinesa Fosun compraram o Cirque du Soleil. O valor envolvido na negociação não foi divulgado, mas o grupo de entretenimento canadense já foi avaliado em cerca de US$ 1,5 bilhão.

Os compradores pretendem expandir o Cirque du Soleil na China, informaram em comunicado. A TPG terá uma participação majoritária na empresa, enquanto Guy Laliberté, que fundou a companhia em 1984, conservará participação minoritária, em torno de 10%, e continuará contribuindo com a direção estratégica e artística da empresa.

Conforme a mídia canadense, a TPG, investidora também na empresa Uber (aplicativo que oferece serviço semelhante ao táxi tradicional) e no Caesars Palace Las Vegas, teria comprado participação de 60%. A chinesa Fosun Capital, que recentemente venceu disputa pela empresa de férias francesa ClubMed, ficaria com 20%. Os outros 10% ficaram com o governo do Québec, por meio do braço de investimentos Caisse de Dépôt et Placement.

Em comunicado informando o negócio, Laliberté afirmou que "depois de 30 anos de construção da marca Cirque du Soleil, encontramos os parceiros ideais na TPG, na Fosun Capital e na Caisse para levar o Cirque du Soleil para a próxima etapa na sua evolução com a convicção de que artes e negócios, juntos, podem contribuir para fazer um mundo melhor".

Em junho passado, o fundador já havia demonstrado interesse de procurar um sócio estratégico para expandir o grupo canadense de espetáculos circenses. Antigo artista de rua que se tornou milionário, Laliberté inicialmente estava inclinado a vender uma parte minoritária, mas potenciais compradores exigiram ter o controle da empresa com sede em Montreal.

Há sete anos, duas empresas de investimentos no setor imobiliário, originárias de Dubai, entraram com participação de 10% das ações. Em 2012, pela primeira vez em sua história, o Cirque du Soleil não obteve lucro e teve de fazer demissões. Atualmente, a empresa emprega cerca de 4 mil pessoas do mundo. Quatro anos atrás, o número de funcionários chegava a 5 mil.




Fonte: ZH

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