Filtro solar é tóxico para criaturas marinhas e perturba a cadeia alimentar dos oceanos, diz pesquisa



Nada mais normal que ir à praia e passar o protetor solar para se proteger dos raios ultra violetas (UV) que podem causar câncer.

Porém, você sabia que pode estar prejudicando - e muito - o ecossistema marítimo?

Um novo estudo, realizado por cientistas das Universidades de Ilhas Baleares e Rio San Pedro, na Espanha, publicado na revista ACS Environmental Science & Technology, acredita que a loção protetora possa ser responsável pela morte de inúmeras criaturas do mar. Isso porque, quando alguns ingredientes do filtro, com o dióxido de titânio e o óxido de zinco, reagem com os raios solares, elas formam novos compostos tóxicos, como o peróxido de hidrogênio, prejudicial a alguns habitantes minúsculos do oceano, como o fitoplâncton - algas microscópicas que se alimentam de tudo ao seu redor.

O impacto dos banhistas sobre o meio ambiente, teve sua pesquisa realizada na praia de Maiorca Palmira, no Mediterrâneo, que recebe cerca de 10 mil banhistas todos os anos.

Com base em testes de laboratório, a amostragem da água do mar e coleta de dados de turismo local, os pesquisadores concluíram que o dióxido de titânio foi, em grande parte responsável por um pico dramático nos níveis de peróxido de hidrogênio em águas costeiras - com consequências potencialmente perigosas para a vida aquática.


Se o plâncton é morto, o impacto pode ser enorme, porque eles são a principal fonte de alimento para os animais marinhos de maiores dimensões.

Antonio Tovar-Sanchez e David Sánchez-Quiles concordam que o protetor solar é a melhor maneira de proteger a pele dos raios do sol, mas adentrar ao mar com ele não é uma boa opção.



Fonte: J. Ciência


Atualizações

Traduzir