Morre aos 74 anos Dona Olga, líder do Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu

Morreu na noite deste sábado (03), vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), a líder da Nação do Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, Olga de Santana Batista, conhecida como Dona Olga, aos 74 anos. Ela estava internada há cerca de um mês no hospital Santa Terezinha, localizado na avenida Caxangá,e já havia sofrido outros três AVCs. 
Dona Olga deixa sete filhos, 16 netos e 15 bisnetos, a maioria criada ao redor dos tambores do Maracatu Estrela Brilhante. Filho de Olga e um dos encarregados de substituí-la, Gilmar Santana lamentou o falecimento e lembrou um dos pedidos dela. “Ela pedia que não deixássemos o maracatu e o coco-de-roda se acabar. É uma perda muito grande para a Pernambuco, para o Brasil e para o mundo”.
Ainda muito abalada com a morte, a sobrinha Rosana de Santana também lembrou dos ensinamentos deixados e da importância de Dona Olga, um dos maiores expoentes da cultura pernambucana, para o reconhecimento de Igarassu, reduto do Estrela Brilhante. “Era uma grande mulher. Lutadora, guerreira e que ajudou muito os filhos, netos, representando nossa cidade. Pedia para que os filhos e netos continuem levando o nome de Igarassu para o resto do mundo”.
O corpo de Dona Olga está sendo velado na sede do Maracatu Estrela Brilhante, no bairro do Rosário, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O sepultamento está programado para ocorrer no Cemitério Público do município, às 16h. Familiares, amigos e integrantes de outros maracatus devem ir ao local para dar o último adeus e fazer uma homenagem a Olga.
História
Criado no século XIX, o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu é uma das agremiações mais antigas do Brasil e considerado  considerado o maracatu de baque virado mais tradicional do Estado. A matriarca do grupo é Maria Sérgia de Santana, mais conhecida como Dona Mariú, falecida em outubro de 2003 aos 104 anos. Mariú teve 19 filhos, entre elas Dona Olga, que se encarregou, junto com o filho Gilmar, de manter viva a tradição. 
Fonte: Folha-PE

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