Gravidez causou um tipo raríssimo de câncer em britânica

Foi a melhor sensação do mundo”, declarou Helen Conway quando soube que estava grávida.

Mas, após o nascimento de sua filha Amélia, ela não teve motivos para se alegrar. Conway descobriu que estava com um câncer em uma forma extremamente rara que só ocorre durante a gestação.
A consultora de banco foi diagnosticada com coriocarcinoma que afeta menos de 20 mulheres por ano no Reino Unido.
Esse tipo de câncer começa na placenta. As células que deveriam se desenvolver de forma normal começam a se reproduzir de forma descontrolada, iniciando o processo canceroso, podendo ocorrer metástase – processo em que as células saem do local de origem e podem atingir qualquer parte do corpo.
Apesar de documentada, a causa do problema não é esclarecida e pode ocorrer durante o processo da gravidez ou anos depois do parto, o que torna o diagnóstico ainda mais difícil e complexo.
Eu não acho que qualquer mulher considera que o câncer pode ocorrer na gravidez”, declarou Conway, 38. “Foi aterrorizante. Eu tinha acabado de trazer um bebê ao mundo e eu temia que poderia não vencer o câncer”.
O câncer foi descoberto 9 meses após o parto, quando ela começou a tossir sangue de forma descontrolada. Foram necessários mais de 4 meses com quimioterapia.
O mais estranho é que após sangrar por meses, Conway resolveu fazer um teste de gravidez que deu positivo. Na verdade, ela não estava grávida. O câncer, na época, não era conhecido. Ele fazia o corpo liberar o hormônio HCG que fazia os exames indicarem gravidez.
Eu estava apavorada achando que era câncer de pulmão. Era só isso que eu conseguia pensar. Eu fiquei totalmente chocada quando ouvi dizer que meu câncer tinha sido causado pela minha gravidez, no entanto, eu tentei olhar para o lado positivo”, disse.
O câncer, por ser extremamente raro, possui tratamento em apenas 3 hospitais do Reino Unido. Ela se recupera bem do processo quimioterápico.
Segundo boletim oficial do Weston Park Hospital, cerca de 90% das mulheres que possuem esse tipo de câncer conseguem sobreviver.


Fonte: Jornal Ciência 

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