Artesanato Solidário - Amaro de Tracunhaém

Tracunhaém, município localizado na zona da mata de Pernambuco, é conhecido pelos lençóis verdes, pelos canaviais; território do massapé, que é próprio para plantio de cana sacarina, trazida do Oriente pelo colono português e que o africano alastrou, colheu e com ela preparou calda, rapadura, açúcar.
É também terra dos maracatus rurais, do teatro de mamulengo, dos doces, do forró, do São João, do barro gordo, “liguento”, da arte nascida desse mesmo barro, que é o chão do açúcar, testemunha de sonhos, da fé religiosa, matéria de expressão da dignidade que a mão constrói.
Muitos vivem do barro, transformado em figuras, panelas, jarros e tantas e tantas outras formas sensivelmente concebidas a partir de modelos ancestrais da louça portuguesa e dos santos das igrejas. Formas e destinos que se atualizam nas necessidades e nas experiências do cotidiano.
Pisar o barro, fazer a pasta, modelar na mão ou no torno, construir objetos que atendam aos desejos mais íntimos da criação e ao chamamento do consumo são desafios constantes dos artesãos e artistas populares.
Amaro Manoel dos Santos, Amaro de Tracunhaém, seguiu o caminho da louça, fazendo objetos da casa, da cozinha, do adorno, com muitas funções, dezenas de formatos e texturas, presentes em diferentes utilitários. Como parte do projeto do Artesanato Solidário, o saber tradicional de Amaro foi transmitido em oficinas para vinte jovens da comunidade. Essas oficinas permitiram novas vivências, experimentos, descobertas, encontros e reencontros com o barro, assim como possibilidades de novos mercados.
Fonte: Artesol

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