Músicos da Orquestra Sinfônica do Recife pedem a saída do maestro Osman Gioia


Criada em 1930 e mantida pela prefeitura, a Orquestra Sinfônica do Recife (OSR) tem enfrentado dificuldades no comando nos últimos anos, de acordo com músicos do grupo. Uma comissão de integrantes do conjunto entregou, na quarta-feira, abaixo-assinado à secretária de Cultura do município, Leda Alves, com cópia encaminhada ao gabinete do prefeito Geraldo Julio, solicitando a substituição “em caráter urgente” do maestro Osman Giuseppe Gioia dos cargos de diretor artístico e regente titular da OSR. Eles também pedem apoio ao projeto de lei de Plano de Cargos, Carreiras e Salários que tramita na Câmara dos Vereadores do Recife, de autoria do vereador Rogério de Lucca (PSL).

O documento, que reúne 49 assinaturas de instrumentistas da Orquestra, do total de 69 “músicos votantes” - pouco mais de 70%. De acordo com eles, a OSR conta com 75 músicos. Quatro estão de licença médica e dois não podem votar por ocupar cargos comissionados.

No trecho referente à insatisfação com o regente, eles se queixam de que “o referido cargo se encontra ocupado pelo maestro Osman Gioia há mais de 12 anos, fato que tem ocasionado um grande desgaste na gestão perante os músicos da orquestra e que, inclusive, já vem comprometendo a qualidade dos concertos realizados pela OSR. Assim, tornamos a Secretaria de Cultura do Recife ciente de que a permanência do maestro Osman Gioia no cargo tem se tornado algo cada vez mais insustentável e impraticável para os músicos da OSR. Desse modo, solicitamos sua substituição em caráter urgente”. Eles reclamam, ainda, de falta de projetos artísticos propostos pelo regente. Relações conflitantes são recorrentes em sinfônicas. Em São Paulo, o maestro John Neschling foi demitido, em 2009, após se desentender com a gestão da orquestra.

Na terça-feira passada, após o ensaio da OSR no Teatro de Santa Isabel, cerca de dez músicos expressaram descontentamento com Gioia e aflição com salários pagos ao conjunto (R$ 1,1 mil o básico). O valor da remuneração dificultaria, eles dizem, a manutenção dos instrumentos, o bom andamento dos estudos e a própria interpretação das obras apresentadas nos concertos.


Fonte: DP

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